• Homem é condenado a 24 anos de prisão por feminicídio ocorrido em 2024 em Imperatriz

    O Tribunal do Júri condenou Eliezio da Silva a 23 anos e 2 meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira Marcilene Souza Rodrigues, de 32 anos, crime ocorrido em março de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz. O julgamento durou mais de 12 horas e resultou na condenação do réu, que já havia sido preso após permanecer foragido. A vítima havia deixado a cidade de Colinas e se mudado para Imperatriz após o fim do relacionamento, na tentativa de recomeçar a vida longe do ex-companheiro.

    De acordo com as investigações, Marcilene decidiu se separar devido ao comportamento ciumento e agressivo do acusado. Antes do feminicídio, ele já teria tentado matar a ex-companheira em dezembro de 2023, em Colinas. Mesmo após a mudança da vítima para Imperatriz, o homem descobriu seu endereço e passou a monitorar sua rotina. Na noite do crime, Marcilene saiu de casa para comprar um espetinho quando foi surpreendida pelo agressor, que a atacou com um golpe de faca no pescoço. Após cometer o crime, ele fugiu do local.

    As investigações apontam que, após o assassinato, o acusado deixou o Maranhão e seguiu para o estado de São Paulo. Meses depois, retornou para Colinas, onde foi localizado pela Polícia Militar durante o cumprimento de um mandado de prisão. Na ocasião, ele tentou escapar das autoridades e chegou a se esconder em uma área de matagal. Os policiais realizaram um cerco no local e iniciaram buscas. Segundo a polícia, durante a operação ele manteve contato com familiares por telefone, o que deu início a uma negociação para sua rendição.

    Após cerca de duas horas cercado e sem possibilidades de fuga, o investigado decidiu se entregar. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Colinas e posteriormente transferido para Imperatriz, onde permaneceu à disposição da Justiça. Com a decisão do Tribunal do Júri, passa agora a cumprir a pena em regime prisional.

    O caso teve grande repercussão na região e é mais um exemplo da violência contra a mulher que termina em feminicídio. Familiares e amigos lembram Marcilene como uma pessoa alegre e trabalhadora, cuja vida foi interrompida de forma violenta. A condenação encerra uma etapa do processo judicial, mas reforça a importância do combate à violência doméstica e da denúncia de ameaças e agressões contra mulheres.

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