• STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão por mandarem matar Marielle

    A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade nesta quarta-feira (25) condenar o ex-deputado Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão como mandantes da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e chefes de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Os ministros também votaram para condenar Rivaldo Barbosa, ex-chefe de Polícia Civil, por obstrução de Justiça e corrupção. Eles consideraram não haver provas de participação do delegado no planejamento do crime contra Marielle, como apontava a acusação, mas viram evidências de atos para atrapalhar a investigação após o homicídio.

    Cinco mulheres estão próximas em ambiente interno com luz natural. Duas mulheres à esquerda interagem de forma atenta, uma com cabelo preso e outra com cabelo cacheado, ambas olhando para uma mulher mais velha ao centro que segura as mãos de uma delas. À direita, duas mulheres estão de perfil, uma com cabelo cacheado longo e outra com cabelo curto, ambas olhando para frente.
    Familiares de Marielle acompanharam julgamento no STF nesta quarta-feira – Pedro Ladeira/Folhapress

    Chiquinho e Domingos foram condenados, cada um, a 76 anos e 3 meses de prisão em fechado e 200 dias-multa no valor de dois salários mínimos. Rivaldo foi sentenciado a 18 anos de reclusão em regime fechado e 360 dias-multa no valor de um salário mínimo.

    Eles também foram condenados a pagar R$ 7 milhões a familiares de Marielle, do motorista Anderson Gomes, morto no atentado, e Fernanda Chaves, sobrevivente do ataque. O Supremo também determinou a perda dos cargos públicos do acusados. Ainda cabe recurso das defesas contra a decisão à própria turma.

    O voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, foi acompanhado na íntegra pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

    O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), durante voto na ação penal contra supostos mandantes da morte da vereadora Marielle Franco – Gabriela Biló/Folhapress

    A defesa de Rivaldo Barbosa afirmou que não concorda com a decisão. “A manutenção do nome de Rivaldo nesse imbróglio é justamente para sustentar a condenação dos demais pelos homicídios”, disse, em nota, o advogado Marcelo Ferreira.

    Os demais advogados não se pronunciaram sobre a decisão.

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  • O que está procurando?