Marina Silva teve um embate com senadores na Comissão de Infraestrutura do Senado, levando-a a deixar a audiência. O conflito originou-se a partir de comentários de Omar Aziz (PSD-AM) e foi intensificado por Marcos Rogério (PL-RO), que presidia a sessão e interrompeu a fala da ministra diversas vezes.

Durante a discussão, Marina expressou que se sentiu ofendida pelas declarações de Aziz e questionou a maneira como Rogério conduzia os trabalhos. Ele, por sua vez, chegou a ironizar as queixas da ministra e pediu que ela se colocasse no seu lugar, ao que Marina respondeu: “E eu não sou.”
Após um novo desentendimento com Plínio Valério (PSDB-AM), que tinha feito comentários ofensivos anteriormente, a ministra decidiu deixar a sessão. Durante as discussões, Valério mencionou que era necessário separar a mulher da ministra, insinuando que a ‘mulher’ merecia respeito, mas a ‘ministra’ não.

Marina afirmou: “Sou uma mulher de luta e de paz. Mas, nunca vou abrir mão da luta.” Contudo, a tensão escalou, levando-a a exigências de desculpas de Valério, que se negou, resultando na saída da ministra da audiência.
Marcos Rogério, enquanto presidente da comissão, ameaçou convocá-la para forçá-la a retornar. A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) criticou a postura de Rogério, chamando-a de machista. O líder do PT no Senado, Rogério Carvalho (SE), também se manifestou em defesa de Marina, sugerindo que ela deixasse o encontro.
Em nota, Rogério se defendeu, afirmando que não teve a intenção de desmerecer a ministra e que as alegações de Marina eram uma tentativa de transformar uma discordância política em uma narrativa de agressão de gênero. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não se pronunciou sobre o episódio.


