Este ano, mais de 300 pessoas se inscreveram para disputar a eleição por uma das 21 vagas de vereador de Imperatriz.
Muita gente se aventurando nessa jornada sem se preocupar ou talvez sem saber o que significa se candidatar e das implicações que isso traz. Vamos a algumas delas:
Terá seus dados publicados à disposição de todos; deverá ter atenção total com movimentação de recursos de campanha (se os tiver); sofrerá cobranças e pidanças dos eleitores.
Sabe-se que muitos candidatos apenas registram suas candidaturas e após isso, não vão pra rua fazer campanha, pois o objetivo não é uma vaga e sim favores, benefícios. Isso pode dar uma dorzinha de cabeça, pois a Justiça Eleitoral pode entender que você está enquadrado/a no crime de falsidade ideológica, conforme o artigo 350 do Código Eleitoral.
Dito isto, vamos a outra parte importante. Uma campanha eleitoral custa caro. Em Imperatriz não é diferente. Aqui, as campanhas tanto majoritárias quanto proporcionais estão cada vez mais caras, pois a propositura, o conhecimento, a popularidade já não são suficientes. A compra de votos se tornou condição sine qua non para eleger os postulantes. O que é uma lástima.
Não é à toa que vereador que está no segundo mandato, – infectado por esse esquema nefasto de compra de votos-, quando vê um novato, um candidato prospectando votos lá pelo seu setor, já vai logo dizendo: “O que tú faz aqui? Fique sabendo, que pra tu se eleger, precisa de pelo menos R$ 300 mil reais!”
De fato, é difícil porque os novatos têm chance mínima de pegar em dinheiro do fundo eleitoral até por que o dinheiro vem em forma de santinhos, adesivos, mas, e o povo pra trabalhar? Como fica?
Sabemos que para convencer os novos candidatos, os partidos prometem parte do bolo para as campanhas. Mas, é só promessa mesmo. A realidade é que os partidos direcionam a maior parte do dinheiro para candidatos a prefeito e o que sobra, fica para os candidatos a vereador com maior potencial eleitoral, ou seja, os que têm mandato saem na frente.
No próximo texto, vou convidar você leitor/eleitor a refletir sobre como seria se Imperatriz dissesse sim à renovação, às ideias novas, a novos representantes já que a Câmara é o espaço de voz para a população em toda sua diversidade.
Por Edy Soares


